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DOENÇAS DA PELE ESTÃO ENTRE OS MALES DO INVERNO, ALERTA DERMATOLOGISTA

Data: 01/08/2017
Mídia: Release

Especialista do Hospital e Maternidade Dr. Christóvão da Gama dá dicas de como manter a pele bem cuidada e livre dos danos do frio

 

 

As baixas temperaturas do inverno costumam desencadear uma série de doenças, inclusive dermatológicas. Alergias, eczemas, psoríase e dermatite seborreica são algumas das afecções  mais comuns nessa época do ano, listadas pelo dermatologista Domingos Jordão Neto, do Hospital e Maternidade Dr. Christóvão da Gama, em Santo André. Estes problemas dermatológicos surgem por fatores climáticos, já que no frio há menor produção de sudorese e ativação das células que produzem o manto hidrolipídico da pele (camada de proteção da pele contra a perda de água), mas também por mal hábitos como os tradicionais banhos quentes e demorados, tão criticados pelos especialistas. “A oleosidade natural da pele é muito importante para proteger o corpo do frio, da penetração das bactérias, fungos, vírus, de poluentes do ar, do contato com alergênicos como poeira, mofo e fibras de tecidos”, explica o dermatologista.

Outro fator de atenção nesta época do ano é com o filtro solar. Segundo o médico, hoje, o filtro solar é considerado o melhor método de prevenção para o câncer e para outras doenças como o fotoenvelhecimento, que causa um grande desgaste na pele, promovendo um aparecimento mais precoce de rugas e manchas na pele.

Portanto, mesmo nos dias que o sol não aparece é preciso usar protetor solar. Segundo Jordão, a eficácia do produto depende do seu nível de proteção. Quanto maior o nível, menos a pele estará desprotegida. Portanto, recomenda, deve- se usar protetores superiores ao nível 30, principalmente pessoas de pele clara. “O filtro solar (FPS) é hoje nosso principal aliado para prevenção do câncer de pele. Devem ser usados religiosamente, mesmo em dias nublados que a luz visível é fraca mas as radiações estão presentes”, avisa.

A radiação UV atinge principalmente pessoas de pele mais clara, devido à deficiência em melanina.

A melanina é um protetor natural do nosso organismo, mas infelizmente não é suficientemente capaz de nos proteger contra as radiações UVA, UVB e UVC.

A radiação aumentou muito neste último século devido a problemas ambientais. A camada de ozônio, por exemplo, impedia que grande parte dessa radiação chegasse até a terra, mas um aumento significativo de poluentes gerados por CFC (clorofluorcarbonetos) abriram um buraco na camada de ozônio, impedindo que ela atuasse como um protetor da terra. Sendo assim, ressalta o médico, essas radiações passam por esse buraco e atinge a terra com maior exatidão.

Este problema ambiental tornou-se o principal responsável pelo surgimento de umas das maiores doenças do século, o câncer de pele.  Os cientistas estimam que, para cada 1% de perda da camada de ozônio, podem surgir cerca de 50 mil novos casos de câncer e 100 mil problemas do fotoenvelhecimento da pele.

Tratamentos – Apesar da atenção especial com a pele, no período mais frio é altamente recomendado para a realização de tratamentos estéticos faciais, porque essas estações têm menos dias de sol e calor, que podem causar a demora em algumas recuperações de tratamento e ainda podem provocar o aparecimento de manchas na pele devido à exposição solar. Por isso, a procura pelos tratamentos aumenta em 50% nesta época do ano, segundo informa o médico.

Dicas de cuidados com a pele durante o inverno:

  • Não tomar banho muito quente e prolongado. Pessoas de pele muito seca devem evitar o uso de sabonetes nas pernas e braços, usando-o somente nas áreas íntimas, espalhando a espuma do sabonete no restante da pele;
  • Não usar buchas vegetais, esponjas, cremes ou sabonetes de banho com grânulos (com exceção das áreas de pele mais engrossada, como cotovelos, joelhos e pés);
  • Não se secar com toalhas ásperas, esfregando-se para não remover ainda mais a camada de proteção natural;
  • Tomar banho rápido e morno. É saudável e ecologicamente correto, com sabonetes neutros e hidratantes, pois são os que menos ressecam a pele;
  • Utilizar esfoliantes no corpo, no máximo, de uma a duas vezes por mês, com grânulos finos, pois do contrário, a pele perde o revestimento natural por meio desse tipo de “agressão” e torna-se sem brilho e seca, fácil de manchar e se contaminar com vírus, bactérias e fungos;
  • Secar-se com toalhas felpudas, principalmente nas áreas de dobras do corpo (dedos, pés, virilhas e axilas) para evitar qualquer micose oportunista;
  • Aplicar um bom hidratante corporal com produtos à base de uréia, ácido lático, ácido hialurônico, óleos vegetais, vitaminas e anti-oxidantes.


Os procedimentos mencionados acima devem ser mantidos por todas as faixas etárias, inclusive idosos que tem pele muito sensível, com exceção das crianças pequenas que tendem a ter a pele menos ressecada e precisam de hidratante específico para elas. Um adulto deve aplicar hidratante, pelo menos, duas vezes ao dia.